segunda-feira, 31 de março de 2008

Pedro Pondé ao alcance de todos!



Sua Mulher

Por que esse choro assim meu Sol?
Por que não quer contar?
Estarei sempre perto ó...
Quando quiser é só chamar
Quando quiser é só pensar

Que eu venho pra te escutar
Que eu venho
Pra te acalmar
Prometo

Vê se não faz assim meu Sol
Não tente se afastar
Me proteger
Eu sempre estive pra sorrir
Estarei pra chorar também
No seu abraço sou forte
Sei ser
Sou sua mulher

No intervalo da luta
Pode ser meu menino
Chore (dorme)

Aproveite esse colo que é seu
Você sempre esteve tão perto
Foi meu pai tantas vezes

Parapá ...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Retórica Ideológica

A Prefeitura de Salvador nunca teve tempo, mas, sempre se esmerou em gastá-lo das duas formas aventuradas pela sociedade: cronologicamente e monetariamente.
No sentido cronológico, ela se empenha em não poupar tempo transportando as necessidades básicas da população para linhas de fatores secundários, terciários, quaternários... e quem souber onde está o subúrbio de Salvador nos planos de inserção sócio-cultural e política da Prefeitura, morre! Monetariamente é muito mais grave, afinal, ela perde o pouco tempo que tem gastando dinheiro com publicidade e construindo um modelo de cidadania e ética que não se vê nem longe em Salvador. Também, vende equívocos ideológicos, como a tolerância religiosa e racial. Quando todo mundo pensa que na Bahia, o maior Estado negro fora da África, não há racismo... Uma das maiores lorotas que se tem notícia desde Golias e Davi.
Porém, desta vez a Prefeitura foi longe!
Ela reabilitou uma estratégia medíocre e completamente anacrônica sobre o povo baiano... a estratégia mequetrefe de “unir” o eleitorado pobre/rico em uma pseudo tentativa de homenagear as lavadeiras em uma propaganda que “apresenta” a população, o novo sistema de abatimento de até 50% para o segundo translado do transporte público, quando efetuado o transbordo num prazo menor que uma hora.
As lavadeiras são uma parte do que sobrou da escravidão. Lembra a cena em que a princesinha Isabel, toda meiga e boa liberta os escravos e os torna livres da vida que só ela achava que eles tinham direito?! Então... depois disso os escravos ficaram sem rumo, sem contexto, sem história, sem função... ah é! Eles ficaram com a parte da exclusão! É verdade... a função de atuar na marginalidade... excluídos de uma realidade que o fizeram ser parte. Chega a ser engraçado, se não fossem negros...
Nunca foram modelos de exemplo, nunca representaram orgulho (a não ser pelas pessoas que respiram a democratização das “raças”) e neste ano, nunca foram tão desejados os despossuídos. Já que a gente esquece que eles são maioria, entretanto, quando é ano de eleição, a prefeitura que deseja reeleger-se não esquece... e como poderia?!

Salve os publicitários políticos e os bobos da corte que acreditam em tudo que vêem na TV.
Salvem os que deformam e não traduzem informação. (=.

terça-feira, 18 de março de 2008

otimismo, contentamento e sabedoria

eu não sei de quem é, mas, pertence a uma seleção de poemas de poetas de rua da cidade do Salvador... esses livrinhos são vendidos aqui e nunca são valorizados. Eles são vendidos nas ruas, em bares e portas de teatros... eu comprei no ônibus! Pode ser um poema simples, pode não fazer sentido para você que está sempre procurando um valor que identifique algum movimento literário nos textos, porém, eu gostei. tá postado... e digo que é um poema digno de ser reconhecido enquanto arte! Uma pena que não posso passar a figura que o acompanha! ^^
"otimismo pede ânimo.
contentamento pede tolerância.
sabedoria pede experiência.
promessas...
otimismo quem sabe é a Lua.
contentamento por ter o Sol.
sabedoria, quando se vê estrelas.
promessas..."

quarta-feira, 12 de março de 2008

Falavam muito... ninguém conseguia ouvir.
muitas vozes, muitos ouvidos, pouca concentração e percepção...
era pelo menos quatro vezes menos do que a fizeram ser boa.
e nem era... mas, sentia vontade de ser.
e era tanto quanto... e sentia vontade de ter.
encontrar um par para dedilhar as qualidades que a fizeram esquecer...
mas, era ela e não eles...
não era problema, mas uma solução oculta.
quando eles desceram e perceberam quem era ela, fizeram de conta que era uma novela
e partiram para um próximo núcleo, em um outro capítulo.

"diga que você não sabe...
eu direi o que quiser ouvir sobre mim...
diga que você não vai...
diga que não vai partir sem mim."