Você vai ter que morrer
Pra eu parar de sorrir
Não vai se esconder
Tem que sair daqui
Quando parar de chover
Corre de mim
Assim tento te esquecer
E consigo dormir
A natureza me dá tanta energia e inteligência
Pra atingir minha auto-realização
Auto-realização...
Me realizar!
Primeiro você vai ter que compreender
Essa situação em que está
Morrendo repetidas vezes
Vida após vida
E nascendo em diversos hospitais
Morrendo repetidas vezes
Vida após vida
E nascendo em diversos hospitais
Do parto eu parti...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
eu sou um risco? xO
“O sangue não é azul, nem vermelho como o Sol”, o mesmo poeta diz que “é barato para o fim”. Mas, numa realidade vitimada em obscuridade completa e sabendo que este completo vem sob efeito imoral, dignifiquemos a vontade própria da incoerência, entãO.
Não lembro o ano, porém, a gente aprendia a sonhar. Aprendíamos principalmente a ter noção do futuro. E premuníamos um bom futuro, ainda que alguns fatos levassem a ocorrência de perversidades.
Eu não vivi a morte de Jonh Lenon, mas, vivi a morte das pessoas no Iraque, vivi Fernando Henrique fazendo e acontecendo, vivi o atentado às Torres Gêmeas, vivi a morte do guri João Hélio, da menina Nardoni e também vivi alguns assaltos e entendi porque quando ACM morreu as favelas de Salvador também viraram noticia. Ah, é!!! Eu vivi a morte de ACM e a derrota de ACM Neto! \O/
Ontem eu vivi um show lindo, do Cordel do Fogo Encantado... música, poesia, cultura e principalmente: reflexão.
Dois velhinhos estavam sentados ao meu lado, curtindo aquele show incrível e a Senhora me contou, num ato tão inocente e saudosista da parte dela (claro. xP) - pire aí como um objeto, um cheiro, uma luz pode atravessar a mente da gente e nos frustrar ou felicitar... – ela olhou para minha blusa de lã e falou:
"- No meu tempo, a gente fazia tanto isso... a gente escolhia a lã, a cor, trançávamos, bordávamos. Hoje em dia as meninas não querem mais fazer artesanato! O jovem de hoje prefere correr riscos."
Não lembro o ano, porém, a gente aprendia a sonhar. Aprendíamos principalmente a ter noção do futuro. E premuníamos um bom futuro, ainda que alguns fatos levassem a ocorrência de perversidades.
Eu não vivi a morte de Jonh Lenon, mas, vivi a morte das pessoas no Iraque, vivi Fernando Henrique fazendo e acontecendo, vivi o atentado às Torres Gêmeas, vivi a morte do guri João Hélio, da menina Nardoni e também vivi alguns assaltos e entendi porque quando ACM morreu as favelas de Salvador também viraram noticia. Ah, é!!! Eu vivi a morte de ACM e a derrota de ACM Neto! \O/
Ontem eu vivi um show lindo, do Cordel do Fogo Encantado... música, poesia, cultura e principalmente: reflexão.
Dois velhinhos estavam sentados ao meu lado, curtindo aquele show incrível e a Senhora me contou, num ato tão inocente e saudosista da parte dela (claro. xP) - pire aí como um objeto, um cheiro, uma luz pode atravessar a mente da gente e nos frustrar ou felicitar... – ela olhou para minha blusa de lã e falou:
"- No meu tempo, a gente fazia tanto isso... a gente escolhia a lã, a cor, trançávamos, bordávamos. Hoje em dia as meninas não querem mais fazer artesanato! O jovem de hoje prefere correr riscos."
ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss................. BuUM!
essa coisa de "bum" é bizarra, mas, cara, acabou! foi uma explosão para mim! Eu tive vergonha de tudo alí. Da minha idade, da minha cidade, das pessoas ao meu redor, da minha condição humana. Eu tive vergonha de olhar naquele rosto tão fofo e sábio!
Mas, espere aí!!! não é porque eu não sou besta não, viu? Eu tive vergonha porque era para ter mesmo! Quer dizer, uma velha, na certa da idade de minha avó, vira para mim num ato tão espontâneo numa hora mais “nada que ver” e vomita (desculpe) isso. Putz!
Aí, eu dormi com essa e acordei com o sepultamento da menina vitimada no seqüestro mais absurdo dos últimos tempos - sabendo que qualquer seqüestro é absurdo-, a Eloá. Caramba, eu fiquei pensando nela com 12 anos namorando um cara de 19. E mais ainda em como as pessoas viam este cara como sendo normal, apesar dele aos 19 namorar uma MENINA de 12. E mais ainda ainda, em como os pais dela permitiam esse absurdo! Eu não vou dizer o que eu fazia aos 12, nem vou comentar o filme “Aos 13”. Mas, de fato, eu não paquerava, muito menos namorava um homem de 19 anos.
Muita gente fala que a juventude de hoje é muito diferente e mais avançada que a minha - que nem é tão distante desta -, a questão é a Senhora, poxa... ela disse que a juventude “de hoje prefere correr riscos”. Mas, será que os pais de hoje não estão propícios a deixar seus filhos correrem riscos? Eu acho mesmo que é um reflexo daquilo que passam para gente. É sermos espertos e não cairmos na conversa de que o homem é produto do meio, senão seremos sempre vitimados pelos riscos que deixamos nos surpreender.
Nada contra Eloá, nada contra os policiais, tudo a favor dos órgãos que ela pôde doar e absolutamente contra pais que não sabem impor limite; tudo contra apresentadores sensacionalistas e pedantes diante o trabalho da polícia, da perícia, dos órgãos realmente capazes. Tudo contra um governo que não dá oportunidade as pessoas a escaparem, a ter outro objeto além da escola pública. Muito triste viver numa sociedade que não oferece expectativa a comunidades carentes diferente da de procurar namorado/namorada cedo demais, gravidez indesejada, falta de planejamento, desemprego. Tudo isso, vitimou três pessoas diretamente – que nós conhecemos.
Repararam que eu pontuei tudo? Porque é para ser assim mesmo. São tópicos... eu fiquei pensando em como não correr riscos. E sinceramente... eu não sei.
Mas, de certo a juventude de hoje é um risco.
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